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Marinho confirma candidatura ao comando do Senado, diz ter 40 votos e busca apoio de Tereza Cristina

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BRASÍLIA – O senador Rogério Marinho (PL-RN) reiterou nesta terça-feira, 4, que será candidato à Presidência do Senado. A declaração foi dada após reunião com Senadores do PL. Ele também afirmou que “no momento oportuno”, ele e Tereza Cristina (PP-MS), que também se coloca como candidata, vão “convergir”.

“Tereza é nossa parceira, estará do nosso lado”, afirmou ele.

O nome de Marinho já havia sido lançado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais do último domingo. Em vídeo nos Estados Unidos, para onde fugiu após o resultado, Flávio dise que vai “cobrar dos senadores que vocês votaram para que votem em Rogério Marinho para a Presidência do Senado”.

Aos aliados, Marinho destacou sua intenção de concorrer e Marinho deu uma indireta ao governo Lula, dizendo que, sob seu comando, o Senado não seria omisso com eventuais descumprimentos da lei de responsabilidade fiscal – o que pode resultar em impeachment do presidente da República.

Rogério Marinho (PL-RN) é candidato ao comando do Senado e deve enfrentar Davi Alcolumbre, que pretende disputar a reeleição
Rogério Marinho (PL-RN) é candidato ao comando do Senado e deve enfrentar Davi Alcolumbre, que pretende disputar a reeleição

“Seremos um presidente que, apoio do povo, faremos cumprir a Constituição […] Se a lei de responsabilidade for descumprida, não seremos omissos, cumpriremos a lei”, afirmou.

Marinho voltou a criticar Lula nominalmente e disse que o presidente é um “Robin Hood às avessas, que dá com uma mão e tira com a outra”.

O parlamentar disse considerar ter mais de 40 votos hoje e criticou o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que deve tentar a reeleição com o apoio do governo e da esquerda. Marinho falou que Alcolumbre tentará captar votos “com recursos e verbas”.

O senador chamou o movimento pró-Lula criado por André Janones como um “Exército de mentira”. Falou, entanto, que, se eleito, não usaria o comando do Senado para barrar todas as medidas do governo Lula.

“Se Deus quiser, seremos presidente do Congresso. Respeitarei dissidência, porque somos democratas e queremos diálogo”, disse. “Não seremos inconsequentes, não paralisaremos governo”.

Segundo ele, se o Palácio do Planalto enviar “medidas boas”, o Senado as aprovará.

Em outro momento, Marinho se emocionou ao comentar a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse, sem provas, que o “Zero Um” enfrentou uma “Polícia Federal aparelhada”.

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