São Luís Maranhão – Investigações do Ministério Público do Maranhão apontam movimentações financeiras ligadas a réu em processo sobre supostos desvios em Turilândia
O Ministério Público do Estado do Maranhão apura um esquema investigado de supostos desvios de recursos públicos no município de Turilândia, no estado do Maranhão. De acordo com informações presentes nas investigações, o caso envolve valores que ultrapassariam R$ 56 milhões relacionados a contratos da administração municipal.
Entre os citados no processo está o jovem José Maurivan Silva Silva, que figura como réu na ação que investiga a suposta rede de movimentações financeiras associadas ao caso.
Segundo dados apresentados pelo Ministério Público, José Maurivan Silva Silva teria movimentado R$ 4.472.006,00 no período entre 4 de janeiro de 2021 e 24 de fevereiro de 2025. As investigações apontam que parte dessas movimentações financeiras teria incluído repasses ao vereador Valdemar Barbosa, conforme registros analisados no processo.
Ainda de acordo com o material investigativo, também foi identificado um repasse no valor de R$ 46.636,00 destinado à irmã do ex-prefeito afastado Paulo Curió, que também é réu e se encontra preso no âmbito das investigações.
O Ministério Público sustenta, no curso da apuração, a hipótese de que José Maurivan teria atuado como intermediário em operações financeiras, supostamente com o objetivo de dificultar a rastreabilidade de recursos provenientes de empresas contratadas pela Prefeitura de Turilândia.
Segundo os investigadores, essas operações fariam parte de um mecanismo mais amplo investigado como possível organização voltada ao desvio de recursos públicos.
As apurações também mencionam que José Maurivan Silva Silva teria recebido R$ 213.580,00 provenientes da empresa SP Freitas Júnior LTDA. Conforme consta na RAR nº 28/2024, a empresa teria como sócios José Mauro Silva e Silva, irmão de José Maurivan, e Genival Pinheiros.
Segundo as informações reunidas no processo, há suspeita de que José Mauro Silva e Silva, Genival Pinheiros e José Maurivan Silva Silva teriam atuado como intermediários em transações investigadas pelo Ministério Público, que descreve a possível existência de uma estrutura utilizada para movimentação de valores ligados a contratos públicos do município.
O caso segue em investigação e tramitação judicial. Os fatos citados constam de documentos e relatórios produzidos no âmbito do inquérito e ainda serão analisados pela Justiça, respeitando-se o direito de defesa e o devido processo legal para todos os envolvidos.