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ESCÂNDALO DOS COMBUSTÍVEIS EM ALTO ALEGRE DO MARANHÃO: A gestão da Prefeita Nilsilene do Liorne queimou mais de R$ 7,8 milhões em combustíveis com recursos do FUNDEB em 4 anos.

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Alto Alegre do Maranhão – Um levantamento baseado em extratos do FUNDEB e prestações de contas enviadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) levanta questionamentos sobre os gastos com combustível na Secretaria Municipal de Educação durante a gestão da prefeita Nilsilene do Liorne e de seu ex-secretário da pasta.

De acordo com os documentos, apenas em 2022 foram gastos mais de R$ 3.080.000,00 com combustível — valor considerado elevado, especialmente quando comparado aos anos anteriores e posteriores.

Evolução dos gastos

A análise dos dados mostra uma variação significativa nos valores ao longo dos anos:
2021 (período de pandemia): cerca de R$ 1,2 milhão, mesmo com atividades escolares reduzidas

2022: aumento expressivo para mais de R$ 3 milhões

2023: queda para aproximadamente R$ 1,3 milhão após denúncias públicas.

2024: nova redução, chegando a cerca de R$ 440 mil

A oscilação dos valores levanta questionamentos sobre a necessidade real dos gastos, considerando que a frota municipal é estimada em cerca de 30 veículos.

Consumo de combustível em 2022
Os dados detalhados de 2022 indicam um consumo total superior a 429 mil litros de combustível no período:
Gasolina: 162.792 litros
Diesel: 266.605 litros

Um dos pontos que mais chama atenção é o mês de janeiro, quando foi registrado o consumo de 48.768 litros de diesel, mesmo sendo um período tradicional de recesso escolar.

Questionamentos e suspeitas

Especialistas e moradores questionam a compatibilidade entre o volume de combustível consumido e a real demanda do município. Para uma cidade de pequeno porte, os números são considerados elevados e incomuns.
As informações também levantam suspeitas sobre a possível utilização indevida de recursos do FUNDEB, fundo destinado ao financiamento da educação básica.

Situação atual

Segundo os dados mais recentes, os gastos voltaram a crescer em 2025, já somando cerca de R$ 1,7 milhão sob a atual gestão.
Enquanto isso, seguem em andamento processos relacionados às denúncias divulgadas anteriormente, e a população aguarda esclarecimentos oficiais sobre os valores apresentados.

Cobrança por transparência

Diante das inconsistências apontadas, cresce a pressão por explicações mais detalhadas sobre a destinação dos recursos públicos. A expectativa é que os órgãos de controle e o sistema judiciário apurem os fatos, enquanto a sociedade acompanha o caso.

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