TURILÂNDIA – Uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em São Luís, levanta suspeitas sobre um possível esquema de irregularidades envolvendo servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Turilândia.
Dinâmica das Movimentações
De acordo com informações atribuídas a fontes que seriam servidoras da própria área da saúde, os relatos indicam a existência de um suposto mecanismo de movimentação de valores entre contas de servidores. Segundo as denúncias, a liberação de pagamentos estaria sob decisão da então Secretária Municipal de Saúde, Cristina Oeiras Modesto, que supostamente definiria os valores a serem creditados.
Conforme os relatos, alguns servidores teriam recebido quantias superiores aos seus salários regulares. Parte desses valores, segundo as fontes, seria posteriormente devolvida por meio de transferências para contas indicadas; a denúncia aponta que valores excedentes eram depositados na conta da então Secretária Adjunta de Saúde do município, Narly Carvalho Costa.
Relatos de Longa Data
Ainda de acordo com as denúncias, os servidores que recebiam os valores adicionais não teriam conhecimento do destino final dos recursos após a devolução, permanecendo apenas com seus vencimentos habituais. O suposto esquema, segundo uma das fontes, teria ocorrido ao longo de mais de dois anos.
Os relatos mencionam também que, em um episódio mais recente, valores teriam sido direcionados para a conta de outra servidora, identificada como Cássia. A fonte que denunciou o caso acredita que foi utilizada no esquema por ser empresária e possuir conta com movimentação frequente, o que, em tese, não despertaria suspeitas imediatas sobre as quantias elevadas.
Contexto das Investigações
A denúncia sustenta que, com a chegada do interventor Dr. Thiago Macedo e a repercussão de investigações do Ministério Público envolvendo Paulo Curió — apontado pelo órgão como liderança de organização criminosa —, a logística teria mudado. No último pagamento relatado pela fonte, a então Secretária Adjunta Narly Carvalho Costa teria orientado que o valor fosse depositado na conta da servidora Cássia, evitando o recebimento direto em sua própria conta.
Todo o material foi formalmente apresentado ao GAECO, que deverá conduzir as investigações. Caso os fatos sejam confirmados, a apuração poderá envolver a análise de extratos bancários e a quebra de sigilo financeiro mediante autorização judicial.
Direito de Resposta
O Jornal Brasil Online ressalta que todos os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.
- A Secretária Adjunta de Saúde, Narly Carvalho Costa, foi procurada via WhatsApp para prestar esclarecimentos sobre as alegações e a denúncia formalizada, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.

- O espaço permanece aberto para manifestações de Cristina Oeiras Modesto, Cássia e demais mencionados ou seus representantes legais.
Até o momento, não há confirmação oficial das acusações por parte das autoridades judiciárias, e o caso segue em fase inicial de apuração.