Jornal Brasil Online

PT produz vídeo para tentar vincular Flávio Bolsonaro ao caso Master

PUBLICIDADE

pt-produz-video-para-tentar-vincular-flavio-bolsonaro-ao-caso-master

BRASÍLIA – O Partido do Trabalhadores divulgou um vídeo neste domingo, 26, em que tenta associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ao escândalo do Banco Master. No vídeo, que começa a circular em perfis bolsonaristas e petistas, o locutor usa a expressão “bolsomaster” para se referir ao caso e afirma que Flávio Bolsonaro teria recebido uma “mansão de R$ 6 milhões em Brasília” como parte do esquema.

“Flávio Bolsonaro é do esquema, esquema das rachadinhas, que desviou milhões de reais da Alerj, esquema de lavagem de dinheiro com a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, esquema de milicianos que trabalhavam no seu gabinete. E o esquema bolsomaster, que rendeu essa mansão de R$ 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um google. O Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro”, diz.

Vídeo do PT tenta vincular senador Flávio Bolsonaro ao caso Master
Vídeo do PT tenta vincular senador Flávio Bolsonaro ao caso Master

Apesar da afirmação, o senador Flávio Bolsonaro não é investigado no caso Master e não há informações de que a mansão que ele comprou na capital federal tenha relação com o esquema comandado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

O imóvel foi comprado em 2021, com financiamento do BRB, o banco estatal do Distrito Federal. O início da compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB aconteceu em 2024, e a proposta de compra do Master pelo banco público aconteceu em 2025.

Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro não retornou. O espaço para manifestação segue aberto.

O vídeo foi divulgado para apoiadores durante o 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília. O partido lembra que o Master foi autorizado a operar em 2019, durante do governo Jair Bolsonaro, e que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e para o próprio Jair Bolsonaro.

“Vamos colocar as cartas na mesa. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar o banco Master em 2019, pelo governo Bolsonaro. Fabiano Zettel, sócio do Master, entregou R$ 5 milhões para as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. E o governador que tentou acobertar essas fraudes ajudou a comprar a mansão sabe de quem? Flávio Bolsonaro. Entendeu o esquema? O banco Master é bolsomaster”, diz o vídeo.

Mantega levou Vorcaro a Lula

O escândalo do banco Master tem levado petistas e bolsonaristas a se acusarem mutuamente. O banco foi autorizado a operar em 2019, durante o governo Bolsonaro, mas foi no período Lula que atingiu o seu maior tamanho, em 2024.

O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, prestou consultoria a Vorcaro no valor de R$ 14 milhões e chegou a levá-lo para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, contudo, chamou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e afirmou a Vorcaro que a análise de compra do Master pelo BRB seria estritamente técnica.

Mantega disse, por nota, que prestou “consultoria econômica financeira” para o Banco Master em 2024 e parte de 2025. “Quando firmei o contrato não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade eventualmente cometida por essa instituição financeira”, diz a nota do ex-ministro.

O escritório de familiares do ex-ministro da Justiça de Lula Ricardo Lewandowski também prestou serviços ao Master no valor R$ 6,1 milhões. Por nota, a equipe do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que, após deixar a Suprema Corte, em abril de 2023, ele “retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”.

Neste domingo, 26, o 8º Congresso aprovou um documento com diretrizes para 2026 que não incluiu o caso Master. O banco de Vorcaro era citado em trecho que defendia a reforma do sistema financeiro. O trecho foi suprimido na versão final.

O presidente do partido, Edinho Silva, justificou que o caso Master foi debatido durante o Congresso e também o caso do INSS. Mas os dois temas não são citados no texto final.

Mais recentes

EMPRESAS PARCEIRAS

Rolar para cima
×

Converse com nosso time no WhatsAPP

× Estamos Online