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Prefeito Paulo Curió preso, aliados e os 11 vereadores passam o Natal presos em casa com tornozeleira após operação que investiga rombo de R$ 56 milhões em Turilândia Maranhão.

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Turilândia Maranhão – Uma verdadeira reviravolta política tomou conta de Turilândia, no Maranhão, após uma operação que expôs um suposto rombo milionário nos cofres públicos do município. A ação, conduzida pelo Ministério Público do Maranhão com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), investiga um esquema que teria movimentado mais de R$ 56 milhões.
O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), se apresentou à polícia em São Luís na manhã desta quarta-feira (24), após permanecer dois dias foragido. A apresentação ocorreu no contexto da Operação Tântalo II, deflagrada na última segunda-feira (22), que investiga possíveis desvios de recursos públicos por meio de empresas supostamente fictícias.


Além do prefeito, a operação alcança a vice-prefeita Tânia Mendes, a ex-vice-prefeita, 11 vereadores do município, servidores públicos, empresários e outros agentes políticos. De acordo com o Ministério Público, ao todo, 20 vereadores e um ex-vereador estão sob investigação, embora nem todos tenham sido alvo de mandados de prisão.
Segundo o MP-MA, os fatos apurados apontam para um esquema estruturado de movimentação financeira irregular, envolvendo repasses diretos ou indiretos. Em declaração oficial, o promotor do GAECO, Fernando Berniz, afirmou que, conforme as investigações, “na Câmara, todos os vereadores faziam parte do esquema, recebendo dinheiro diretamente ou por intermédio de parentes”.
Com a decisão judicial, Paulo Curió e a vice-prefeita Tânia Mendes tiveram a prisão preventiva decretada e devem ser encaminhados à Unidade Prisional de Ressocialização de Pedrinhas, em São Luís. Já os 11 vereadores, inicialmente presos, tiveram as medidas cautelares convertidas em prisão domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica.
De acordo com o Ministério Público, a decisão levou em consideração a necessidade de evitar a paralisação administrativa do município. “A Justiça optou por medidas alternativas para que não houvesse interrupção das atividades em Turilândia, já que o presidente da Câmara deverá assumir o Executivo municipal”, explicou o promotor.
O caso segue sob investigação, e os envolvidos permanecem à disposição da Justiça. A Operação Tântalo II é considerada uma das maiores já realizadas no município e continua repercutindo fortemente entre moradores e no cenário político do Maranhão.

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