São Luís Maranhão – Investigação do Ministério Público aponta movimentação de mais de R$ 92 milhões em posto de combustíveis ligado a réus em processo por desvio milionário em Turilândia (MA).
Relatórios de investigação do Ministério Público Estadual do Maranhão apontam que um posto de combustíveis localizado no município de Turilândia, na região da Baixada Maranhense, teria movimentado valores milionários nos últimos anos.

Segundo os dados levantados pelos investigadores, o estabelecimento identificado como Posto Turi Eireli teria registrado uma movimentação total de R$ 92.571.875,19 entre os anos de 2021 e 2025, distribuídos em seis contas bancárias analisadas durante as apurações.

De acordo com os relatórios, ao dividir esse montante pelo período analisado, os investigadores estimam que o faturamento médio anual do estabelecimento teria sido de aproximadamente R$ 23.142.968,79. A média mensal apontada nos cálculos chega a R$ 1.928.580,73, enquanto o faturamento médio diário estimado seria de R$ 64.286,02.
Os investigadores também realizaram projeções com base nos preços de combustíveis observados em 15 de março de 2026. Segundo essas estimativas, para atingir um faturamento médio diário de cerca de R$ 64 mil, o posto precisaria vender aproximadamente 9.330 litros de gasolina por dia, considerando o preço de R$ 6,89 por litro, caso as vendas fossem exclusivamente desse combustível.

Já em um cenário hipotético de vendas apenas de diesel, com o preço estimado em R$ 7,38 por litro, o volume necessário para alcançar o mesmo faturamento diário seria de cerca de 8.710 litros de diesel por dia, segundo os cálculos apresentados nos relatórios.
Essas informações fazem parte de um conjunto maior de investigações conduzidas pelo Ministério Público Estadual do Maranhão no âmbito de um processo que apura supostos desvios superiores a R$ 56 milhões dos cofres públicos do município de Turilândia.

No processo, o Ministério Público aponta como réu o ex-prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió, descrito pelos investigadores como líder de uma suposta organização criminosa investigada no caso. Também se tornaram réus Janaína Lima, Marlon (apontado como seu esposo ou ex-esposo) e o pastor Reinaldo Magno, identificado nas investigações como ex-administrador ou possível sócio do estabelecimento citado.
As informações mencionadas constam, segundo o Ministério Público, em relatórios produzidos durante as investigações que integram o processo judicial em andamento.
Direito de resposta:
Os citados nesta matéria — incluindo os investigados e réus mencionados — têm garantido o direito de resposta e de manifestação sobre os fatos apresentados, conforme prevê a legislação brasileira.