O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quarta-feira, 23, que a investigação do caso Banco Master pode ser uma oportunidade para o Brasil demonstrar ao mundo o funcionamento de suas instituições, desde que o episódio não termine em “pizza”. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast.
“Se o caso Master não terminar em pizza, é uma ótima oportunidade para o Brasil demonstrar sua seriedade para o mundo”, afirmou.

Haddad voltou a defender que as informações das investigações sejam tornadas públicas antes das eleições. “Eu defendo a quebra de todos os sigilos antes das eleições”, disse. O petista já havia defendido neste mês a retirada do sigilo de todos os inquéritos relacionados ao Master com repercussão política.
Na avaliação do candidato, a condução das apurações pode mostrar que as instituições brasileiras são capazes de investigar e responder a um caso da dimensão do escândalo envolvendo o banco. Haddad também já havia afirmado que uma eventual solução do caso por “acomodação” ou problemas processuais teria repercussão internacional.
Haddad: incômodo dos EUA com o Brasil é por conta do sistema bancário automatizado
O candidato do PT afirmou que o “incômodo” dos Estados Unidos com o Brasil está relacionado ao sistema brasileiro de pagamentos e transferências bancárias automatizadas.
“O incômodo dos Estados Unidos com o Brasil é por conta do sistema de banco automatizado”, afirmou o ex-ministro da Fazenda. Haddad citou como exemplo o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado e administrado pelo Banco Central.
A avaliação ocorre em meio às divergências comerciais entre os dois países. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, incluiu serviços de pagamentos eletrônicos entre os pontos de uma investigação comercial sobre práticas brasileiras.
Em junho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirmou que políticas brasileiras nessa área prejudicariam empresas americanas concorrentes. A posição é contestada pelo governo brasileiro.
Em julho, os Estados Unidos anunciaram tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros após a investigação, que também tratou de outros temas, como comércio digital, tarifas, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.