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General revela a ameaça colombiana ao Exército brasileiro na Amazônia que substituiu Nicolás Maduro

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Toda semana soldados da 2.ª e da 16.ª Brigadas de Infantaria de Selva são atacados e trocam tiros com integrantes do Grupos Armados Organizados Residuais (GAOR). Trata-se de dissidentes das Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que se recusaram a aderir ao acordo de paz de 2016 e formam um dos mais fortes cartéis do narcotráfico da América do Sul.

Ação do 2º PEF, da 16.ª Brigada de Infantaria de Selva, apreendeu uma tonelada de skunk na madrugada do dia 27 de fevereiro de 2025, no Rio Içá, na fronteira com a Colômbia
Ação do 2º PEF, da 16.ª Brigada de Infantaria de Selva, apreendeu uma tonelada de skunk na madrugada do dia 27 de fevereiro de 2025, no Rio Içá, na fronteira com a Colômbia

A situação chegou a tal ponto que a principal de ameaça ao Brasil enfrentada pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) deixou de estar na fronteira de Roraima com a Venezuela, área da 1.ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS). Com sede em Boa Vista, ela havia recebido o 18.º Regimento de Cavalaria Mecanizado em 2023 em razão do risco de o ditador Nicolás Maduro usar o Brasil para se apossar da região de Essequibo, na Guiana. Para lá também havia sido enviado o primeiro lote de mísseis antitanque Max 1.2 AC, adquiridos pelo Exército, além de artilharia antiaérea de baixa altura.

A revelação sobre o tamanho da crise provocada pelos ataques da narcoguerrilha colombiana aos Pelotões Especiais de Fronteira (PEF) foi feita pelo chefe do Estado-Maior do Exército, general Francisco Humberto Montenegro Júnior, no auditório do quartel-general do Exército, durante o seminário A Evolução da Guerra: Desafios para o Componente Terrestre.

“O cenário mudou. Hoje, a gente tem um cenário muito preocupante no CMA. Nossos pelotões, nossos tenentes e sargentos, estão combatendo toda semana, trocando tiro, com guerrilheiros dos GAORs colombianos que passam a nossa fronteira para escoar a droga, particularmente com destino ao continente europeu e africano pela rota do Solimões e pela rota Caipira, entrando pelo centro-oeste. Hoje, talvez a nossa prioridade seja ali”, afirmou o general.

Os generais Rêgo Barros (dir.) e Francisco Humberto Montenegro Júnior, chefe do Estado-Maior do Exército, durante simpósio  no quartel-general, em Brasília
Os generais Rêgo Barros (dir.) e Francisco Humberto Montenegro Júnior, chefe do Estado-Maior do Exército, durante simpósio no quartel-general, em Brasília

Um outro dado também retrata a dimensão do crime organizado transacional em nossas fronteiras. Ele foi divulgado pelo comando do Exército em maio: a Força Terrestre provocou um prejuízo de R$ 600 milhões aos bandidos em 4 mil ações em 2025. Foi assim que o 2º PEF, da 16.ª BIS, apreendeu uma tonelada de skunk na madrugada do dia 27 de fevereiro de 2025, no Rio Içá, na fronteira com a Colômbia. “A gente está pesando o que comprar de novos equipamentos para o pessoal que está no combate diário”, completou o general.

Enquanto as forças políticas do Brasil discutem o “sexo do crime” – com a direita insistindo em mudar o nome das facções para terrorismo como se isso fosse resolver algo – os bandidos continuam a se infiltrar no País: na política, na economia e nas fronteiras. A nova ameaça revelada pelo general Montenegro é prova disso.

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