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ATENÇÃO GAECO: Alguns vereadores de Turilândia em prisão domiciliar estariam a descumprir com as medidas cautelares usando celulares de terceiros para conversarem entre si.

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Turilândia (MA) – Vereadores do município de Turilândia, que se encontram atualmente em prisão domiciliar por decisão da Justiça, estão sobre o olhar de uma denúncia grave encaminhada ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA).
Segundo relatos de uma fonte ligada ao jornal Brasil Online, alguns parlamentares investigados supostamente estariam mantendo contato entre si, apesar das restrições impostas pelas medidas cautelares judiciais, que incluem a proibição de comunicação entre investigados.

Imagem meramente ilustrativa

De acordo com a denúncia, o contato estaria ocorrendo por meio de chamadas de vídeo e conversas virtuais, realizadas não a partir de aparelhos próprios, mas sim por telefones pertencentes a aliados políticos e pessoas próximas, que frequentariam as residências onde os vereadores cumprem prisão domiciliar.
Suposta estratégia para burlar a Justiça
Ainda conforme os relatos, esses aliados iriam até as residências dos vereadores, entregariam seus aparelhos celulares e permitiriam que os investigados conversassem entre si ou com outras pessoas também investigadas, utilizando telefones de terceiros. A prática, se confirmada, configuraria uma tentativa de burlar as medidas cautelares impostas pela Justiça, o que pode resultar em agravamento das medidas, revogação da prisão domiciliar e retorno ao cárcere.
Fonte ouvida afirmam que a estratégia estaria sendo adotada justamente para dificultar a identificação direta dos contatos, criando a falsa impressão de cumprimento das ordens judiciais.
Monitoramento técnico pode identificar acessos.

Imagem meramente ilustrativa

Especialistas em investigação criminal ouvidos pela reportagem ressaltam que eventuais tentativas de burlar a lei não impedem a atuação dos órgãos de investigação. Isso porque existem ferramentas técnicas e operacionais, como a análise de ERBs/ERPs (Estações Rádio Base), capazes de identificar quais aparelhos celulares estiveram em determinado local e horário, inclusive dentro de residências específicas.

Imagem meramente ilustrativa

Esses registros permitem às autoridades identificar aparelhos que acessaram as torres de telefonia próximas, cruzar dados de localização e verificar se telefones de terceiros estiveram presentes de forma recorrente nas casas dos investigados, o que pode reforçar indícios de descumprimento das cautelares.
Denúncia será analisada pelo Gaeco
A denúncia deverá ser analisada pelo Gaeco do Ministério Público do Maranhão, órgão responsável pelo combate a organizações criminosas e crimes contra a administração pública. Caso os fatos sejam confirmados, os vereadores podem responder por descumprimento de medida judicial, além de outras consequências no âmbito do processo criminal em curso.
Até o momento, não há manifestação oficial dos vereadores citados, tampouco confirmação pública do MP-MA sobre a abertura de procedimento específico relacionado a essa denúncia.


A reportagem reforça que os fatos relatados são baseados em informações de fonte, e que cabe às autoridades competentes a apuração rigorosa e imparcial para esclarecer se houve, ou não, violação das determinações judiciais.

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