O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) reconheceu que a demora para confirmar sua candidatura ao governo de Minas Gerais acabou reduzindo suas alianças na corrida eleitoral. Segundo o parlamentar, a indefinição abriu caminho para que o PL lançasse o empresário Flávio Roscoe como candidato ao Palácio Tiradentes.
Cleitinho afirmou que, diante do cenário, terá de construir uma estrutura própria para a campanha. O senador disse que, em vez de contar com um palanque partidário amplo, pretende apostar em uma mobilização diretamente com os eleitores.

Cleitinho foi confirmado candidato pelo Republicanos no último dia 7, depois de uma série de idas e vindas sobre a disputa do governo mineiro.
“Quem está perdendo o palanque aqui sou eu. Agora eu vou fazer um palanque sozinho. Sozinho, não, vou fazer um palanque com o povo”, afirmou em entrevista ao UOL.
Cleitinho atribuiu parte do atraso na definição de sua candidatura ao período de luto pela morte do irmão, em decorrência de uma leucemia. De acordo com o senador, o episódio teve impacto emocional e dificultou a tomada de decisões em um momento considerado estratégico para a disputa.
Ele também afirmou que havia um entendimento com a direção estadual do Republicanos para que o anúncio da candidatura ocorresse mais próximo do início oficial da campanha. A estratégia, segundo Cleitinho, tinha como objetivo evitar uma antecipação da disputa em meio a outros acontecimentos políticos.
“Desde o ano passado, eu venho liderando pesquisa. Isso foi uma coisa acordada entre mim e, principalmente, com o pessoal da estadual de que eu só lançaria campanha bem perto da eleição”, disse.
Para o senador, o momento vivido após a morte do irmão não deve ser interpretado como uma questão de caráter ou competência. Ele afirmou ainda que pretende formar uma equipe para enfrentar os problemas financeiros do Estado e buscar negociação com o governo federal para tratar da dívida mineira.
“Você está falando uma questão emocional, não tem nada a ver com competência ou com meu caráter”, declarou.
A definição da estrutura eleitoral também envolve a disputa pela Presidência da República. Cleitinho afirmou que já manifestou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), mas disse que pretende manter diálogo com quem vencer a eleição presidencial. “Quem ganhar a eleição para presidente será muito bem-vindo”, afirmou.