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Bolsonaristas querem ‘strike’ na direita e cogitam trocar até candidato a governador do RJ

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Com as operações da Polícia Federal rondando aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Rio de Janeiro, bolsonaristas avaliam que será preciso fazer um “strike” na chapa do PL no Estado para torná-la “minimamente” competitiva.

Integrantes da tropa bolsonarista cogitam trocar até mesmo de pré-candidato ao governo, posto hoje ocupado pelo desconhecido Douglas Ruas (PL), ex-secretário das Cidades do ex-governador Cláudio Castro.

A avaliação de políticos do PL ouvidos pela Coluna do Estadão é de que Ruas, atual presidente da Alerj, está mais preocupado em judicializar o processo, na tentativa de sentar na cadeira de governador interino, do que em fazer campanha. Isso teria deixado o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), adversário de Ruas, “correr sozinho” na disputa, aumentando a capilaridade fora da capital e, o que mais preocupa esses aliados, conseguindo o apoio de prefeitos antes alinhados à família Bolsonaro.

Douglas Ruas ainda é amplamente desconhecido no Estado do Rio, segundo pesquisas internas do PL, e o entorno de Flávio Bolsonaro teme que não haja mais tempo para recuperar e ampliar o terreno para fazer frente a Paes no reduto da família Bolsonaro.

Esses interlocutores também avaliam que não é mais vantajoso para o PL que Ruas vire governador interino, já que em pouco mais de um mês, a partir de 4 de julho, a Justiça Eleitoral passa a proibir a inauguração de obras públicas, nomeação e exoneração de servidores, entre outras vantagens que ter a máquina pública na mão poderia dar ao pré-candidato ao Palácio Guanabara.

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falam em trocar toda a coligação da direita no Rio, inclusive Douglas Ruas, candidato a governador
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falam em trocar toda a coligação da direita no Rio, inclusive Douglas Ruas, candidato a governador

Cláudio Castro descartado para o Senado

O nome de Cláudio Castro ao Senado na chapa do PL está praticamente descartado por políticos fluminenses. O ex-governador do Rio já estava inelegível até 2030 após decisão colegiada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi alvo de operação da PF há duas semanas, o que complicou ainda mais sua situação.

Os mais cotados do partido para assumir o posto são os deputados Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara e ligado ao pastor Silas Malafaia, e Carlos Jordy, próximo do filho 01 de Jair Bolsonaro. O senador Carlos Portinho, que virou pré-candidato a deputado federal depois que a vaga ao Senado foi para Cláudio Castro, também é lembrado para ocupar o vácuo.

Chapa puro-sangue ao Senado no RJ

A segunda vaga ao Senado na coligação da direita no Rio está atualmente com o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, presidente estadual do União Brasil. O nome dele, no entanto, já é apontado como frágil por aliados por supostas investigações que correm em sigilo de Justiça.

A avaliação de políticos fluminenses é de que nem Canella e nem o presidente nacional do partido, Antonio Rueda, “sobrevivem até outubro”. Nesse cenário, bolsonaristas falam em uma chapa puro-sangue mais competitiva ao Senado.

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