“Abatidos e derrotados”. Foi assim que um participante descreveu à Coluna do Estadão o clima da reunião em Brasília que selou o apoio da Federação União Brasil-PP a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
O encontro aconteceu na tarde desta terça-feira, 7, e foi comandado pelos presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União, Antonio Rueda. Ciro não conseguiu se reeleger senador pelo Piauí e ficará sem mandato pela primeira vez em 31 anos. Apesar disso, segundo os presentes, aparentou estar resignado e parabenizou os parlamentares eleitos.

Já o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, derrotado novamente na disputa ao governo da Bahia pelo petista Jerônimo Rodrigues foi descrito como “pra baixo” e “abalado”. No encontro, o ex-prefeito de Salvador disse que a Bahia só vai “respirar” quando “ficar livre do PT”. O partido do presidente Lula governa o maior Estado do Nordeste há 20 anos.
Celina atrasada e presidentes ‘fujões’
A governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) chegou atrasada à reunião. Ao tomar a palavra, disse que “por pouco” não liquidou a eleição no primeiro turno contra Leandro Grass (PT).
Na “fileira VIP” dos dirigentes partidários que comandavam o encontro, ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, sentou-se ao lado de Rueda, presidente da legenda e eleito deputado federal pelo Rio. À esquerda do dirigente estava Ciro Nogueira, ladeado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que pleiteia o comando do Senado em 2027.
Na ponta esquerda, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), eleito ao Senado e um dos maiores vitoriosos dessas eleições. Ele conseguiu derrotar o grupo político de seu arquirrival Renan Calheiros (MDB) e ainda elegeu o filho Alvinho Lira (PP) como o deputado federal mais votado de Alagoas.
O apoio a Flávio foi selado por unanimidade pela federação. Na hora de falar com a imprensa sobre o saldo do encontro, Ciro e Rueda, enrolados no Caso Master, fugiram dos jornalistas.