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Flávio e Lula enfrentam ‘teste de nervos’ em debate focado nos cortes para as redes

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Neste domingo, 18, os candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participam do primeiro embate direto cara a cara nestas eleições. No debate promovido pela Band/Estadão, eles vão enfrentar um “teste de nervos” na avaliação das duas campanhas.

A prioridade de ambos é desequilibrar o adversário no ar. Com táticas espelhadas para tentar provocar um erro decisivo do rival, os comitês de campanha consideram o foco em provocações mútuas inevitável ao longo do confronto. Mas o principal, ressaltam, será o equilíbrio.

Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em debate pela primeira vez nestas eleições; nos bastidores, campanhas falam que vencedor será o que mantiver o autocontrole ao longo do confronto
Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em debate pela primeira vez nestas eleições; nos bastidores, campanhas falam que vencedor será o que mantiver o autocontrole ao longo do confronto

O diagnóstico nos bastidores indica que vence o encontro quem mantiver o autocontrole do início ao fim. Por outro lado, caso os dois postulantes optem por uma linha mais moderada e adotem a postura “paz e amor”, a avaliação entre os estrategistas é de que o jogo termina em um zero a zero.

Os dois candidatos carregam experiências desconfortantes de debates antigos. Flávio já passou mal no estúdio, quando concorria à prefeitura do Rio. Chega para o debate com a vantagem de ter vencido no primeiro turno. Mas, agora, ciente de que não pode subestimar o adversário.

Lula, por sua vez, se saiu mal ao enfrentar Jair Bolsonaro em 2022, deixando vácuos na administração do tempo das respostas, passando a sensação de que estava perdido. Também tem uma facilidade maior a subir o tom quando se irrita.

Tudo isso foi avaliado nos times de comunicação dos candidatos para treiná-los.

Além do controle emocional, existe uma consciência clara de que o debate ganhou uma nova dinâmica na era digital. As duas equipes trabalham com foco na produção de cortes para as redes sociais, sabendo que as “pílulas” e trechos curtos do programa terão forte repercussão com o eleitorado nos dias seguintes.

Por essa razão, as mensagens e frases de efeito tendem a ser direcionadas para as câmeras. A considerar as sabatinas das quais participaram, Flávio domina mais essa forma de falar, enquanto Lula opta por olhar para quem fez a pergunta.

Em vários momentos do programa, é provável o telespectador ver os candidatos discursando para a própria militância virtual, e não conversando entre si.

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