Esquerda e direita adotaram estratégias distintas para o Senado em São Paulo e o resultado dessas opções se reflete nas primeiras pesquisas de intenções de voto, como a Atlas/Estadão.
Enquanto a esquerda, e particularmente o PT, apostam em nomes fortes, com recall de eleições passadas, a direita conta com a força do governador Tarcísio de Freitas.
De um lado estão Simone Tebet e Marina Silva, ambas “forasteiras”, mas muito conhecidas do público devido a sua trajetória política. Já foram parlamentares, ministras e candidatas à Presidência.

O fato de serem “de fora” não deve pesar, caso contrário o paulista não teria eleito o próprio Tarcísio. O mais difícil de explicar, particularmente para Simone, que busca o eleitorado de centro-direita, vai ser o apoio ao governo Lula.
Do outro, Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança do governador, que se alavancou na popularidade de Tarcísio. A direita ainda patina para escolher o segundo nome, em meio às desavenças que marcam esse campo.
Tradicionalmente o eleitor demora para decidir seu candidato para a Câmara e o Senado. Daí tratar-se de um pleito repleto de surpresas. Na eleição passada, venceu o astronauta Marcos Pontes, que não figurava entre os líderes das pesquisas, carregado por Jair Bolsonaro