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Brasil tem 18 cursos superiores entre os 50 melhores do mundo, aponta ranking; veja lista

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A décima sexta edição anual do QS World University Rankings by Subject divulgada nesta quarta-feira, 25, pela QS Quacquarelli Symonds mostra que o Brasil tem 18 graduações representadas entre as 50 melhores do mundo, em comparação a 16 em 2025. No top 100, o País tem o maior número de entradas (79) da América Latina, mas fica atrás do México no top 20 e no top 50.

A Universidade de São Paulo (USP) foi a instituição brasileira com maior número de disciplinas classificadas no ranking, tanto no top 50 quanto no top 100. Também atingiu a melhor classificação do Brasil na história do ranking, com o 12º lugar em História da Arte.

Biblioteca da Faculdade de Medicina da USP, que ocupa 43ª posição em ranking mundial em 2026. USP é a única brasileira entre as 50 melhores de Medicina
Biblioteca da Faculdade de Medicina da USP, que ocupa 43ª posição em ranking mundial em 2026. USP é a única brasileira entre as 50 melhores de Medicina

A Medicina foi a disciplina com maior número de instituições classificadas no Brasil, com 18 universidades no ranking. A USP ocupa a posição mais alta nessa área e é a única entre as 50 melhores, ficando no 43º lugar.

Odontologia, Engenharia de Petróleo e Antropologia das universidades brasileiras também se destacaram, com várias ofertas classificadas entre as 50 melhores nessas disciplinas.

Embora não figure no top 50, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi a instituição brasileira que apresentou maior evolução no ranking, com quatro de suas ofertas acadêmicas subindo de posição, queda de uma e uma outra ficando na mesma classificação, o que representou uma taxa de melhoria de 50%.

A edição de 2026 do QS World University Rankings by Subject analisou 382 ofertas acadêmicas de 31 instituições brasileiras. Destas, 30% (114) subiram na tabela, 26% (99) caíram, 34,5% (132) permaneceram estáveis em suas classificações, enquanto 37 foram classificadas pela primeira vez.

Vice-presidente sênior da QS, Ben Sowter considera que o sistema de ensino superior brasileiro vem ganhando “impulso internacional, apesar das restrições estruturais”.

Mesmo com investimento público por aluno ainda abaixo dos níveis da OCDE, ele considera que a escala, aliada a políticas de inclusão e acesso, começa a se converter em impacto. “O próximo teste será se o Brasil conseguirá sustentar esse impulso por meio de um financiamento mais robusto para pesquisa e da colaboração global”, afirma.

Veja abaixo a posição das disciplinas em universidades brasileiras em relação às melhores instituições no mundo, conforme o ranking.

Instituições e cursos do Brasil entre os 50 melhores do mundo:

  • Universidade de São Paulo (USP): História da Arte (12º); Odontologia (15º); Engenharia – Mineral e de Mineração (24º); Antropologia (25º); Biblioteconomia e Ciência da Informação (28º); Engenharia de Petróleo (29º); Agricultura e Silvicultura (32º); Medicina (43º); Farmácia e Farmacologia (43º); Arquitetura/Ambiente Construído (48º); Ciências da Vida e Medicina (49º); Sociologia (50º);
  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): Odontologia (26º); Engenharia de Petróleo (38º); Antropologia (42º);
  • Unesp: Odontologia (38º);
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro: Antropologia (47º);
  • Engenharia de Petróleo (48º).

Metodologia

A análise deste ano abrange mais de 21 mil ofertas acadêmicas de mais de 1.900 instituições em 100 países, organizadas em 55 disciplinas e cinco grandes áreas de ensino (Artes e Humanidades, Engenharia e Tecnologia, Ciências da Vida e Medicina, Ciências Naturais e Ciências Sociais e Gestão).

A QS utiliza cinco métricas principais para compilar os rankings por disciplina, levando em conta a reputação acadêmica, junto aos empregadores e a pesquisa. A ponderação exata de cada métrica varia de acordo com a área, a fim de refletir as diferenças entre as disciplinas. O desempenho em pesquisa (com base na análise da base de dados bibliométrica Scopus/Elsevier) é considerado um indicador mais forte da solidez institucional na Medicina, por exemplo, área que depende fortemente da divulgação de pesquisas, do que nas Artes Cênicas, de natureza mais profissionalizante, segundo aponta a analista.

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